Proteção veicular para motos: entenda por que essa alternativa cresce entre motociclistas no Brasil
Seguro ficou caro ou foi negado? Conheça a modalidade que já protege milhares de motociclistas e pode custar até 20% menos
Com o aumento da frota de motocicletas no Brasil e a expansão dos profissionais que utilizam a moto como ferramenta de trabalho, a busca por alternativas ao seguro tradicional tem crescido. Diante da dificuldade enfrentada por muitos motociclistas para contratar apólices convencionais — seja pelo alto custo ou pela recusa de seguradoras — a proteção veicular tem ganhado espaço como uma opção mais acessível e com critérios menos restritivos.
Segundo dados do Ministério dos Transportes, as motocicletas já representam 28% da frota nacional, ultrapassando 34 milhões de unidades em circulação. Apesar desse crescimento, muitos proprietários relatam dificuldades para encontrar seguradoras dispostas a oferecer cobertura para motos, principalmente em razão dos elevados índices de roubo, furto e acidentes registrados nesse segmento.
Para Ubirani Pinho, CEO da associação de proteção veicular TODOS Protegidos, esse cenário acaba deixando milhares de motociclistas vulneráveis.
“Devido aos altos valores dos seguros para motos, muitos trabalhadores utilizam suas motocicletas sem proteção, ficando expostos enquanto trabalham ou se locomovem”, afirma o executivo.
Como funciona a proteção veicular para motos?
Diferentemente do seguro tradicional, a proteção veicular funciona por meio do sistema de mutualismo. Nesse modelo, os associados contribuem mensalmente para um fundo coletivo utilizado para cobrir prejuízos em casos de sinistros envolvendo os participantes.
Segundo a associação, esse formato permite mensalidades mais acessíveis e um processo de adesão simplificado, sem tantas exigências relacionadas ao perfil do condutor. Além disso, motociclistas que normalmente encontram restrições no mercado de seguros conseguem aderir ao serviço com maior facilidade.
A TODOS Protegidos informa que oferece valores até 20% inferiores aos praticados pelo mercado e disponibiliza assistência 24 horas para situações como:
- Roubo e furto;
- Colisão;
- Perda total;
- Guincho;
- Socorro mecânico;
- Troca de pneus;
- Recarga de bateria;
- Chaveiro;
- Atendimento em casos de pane seca.
Profissionais que vivem da moto encontram mais dificuldades
Os motociclistas profissionais, como entregadores e motofretistas, estão entre os que mais enfrentam obstáculos para contratar um seguro convencional. De acordo com o IBGE, cerca de 1,1 milhão de brasileiros trabalhavam utilizando motocicletas em 2024.
Como permanecem mais tempo no trânsito, esse público costuma ser considerado de maior risco pelas seguradoras tradicionais, o que pode resultar em preços elevados ou até mesmo na negativa de contratação. Nesse contexto, a proteção veicular surge como uma alternativa para quem depende da moto como fonte de renda.
Segundo a associação, planos para motos de até 150 cilindradas começam em R$ 63 por mês, enquanto os valores para motociclistas profissionais variam conforme fatores como modelo da moto, ano de fabricação, região de circulação, finalidade de uso e coberturas escolhidas. Ainda assim, a entidade afirma que os custos costumam permanecer abaixo dos praticados pelo seguro tradicional.
Modalidade cresce com a expansão do mercado de motos
Com o aumento da utilização das motocicletas tanto para mobilidade quanto para geração de renda, especialistas apontam que a tendência é de crescimento das associações de proteção veicular, principalmente entre consumidores que encontram dificuldades para contratar seguros convencionais.
A TODOS Protegidos atua como uma associação mutualista e sem fins lucrativos, regulamentada pela Lei Complementar nº 213/2025. Atualmente, está presente em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Minas Gerais e Distrito Federal, oferecendo proteção para cerca de 3 mil veículos entre carros e motocicletas.
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